Recommended resources
The freely available resources this lesson will direct you to.
- Quais São as Descontinuidades Existentes em Funções?www.youtube.com
- CÁLCULO I: CONTINUIDADE DE FUNÇÕES (Definição, tipos de descontinuidades e exemplos)www.youtube.com
- 2.4 Continuity - Calculus Volume 1openstax.org
- Limites e continuidade | Cálculo diferencial | Matemática | Khan Academypt.khanacademy.org
Olá! Na lição anterior, simplificamos expressões que produziam e vimos que um limite pode existir mesmo quando a fórmula original não está definida no ponto. Agora vamos usar essa distinção para responder a outra pergunta: a função é contínua nesse ponto?
Ao final da lição, você poderá verificar a continuidade tanto pela fórmula quanto pelo gráfico e classificar as descontinuidades mais comuns como removíveis, de salto ou infinitas. Esse cuidado com o comportamento em um ponto será importante na próxima lição, quando estudaremos condições que garantem a existência de raízes em um intervalo.
Continuidade exige que o limite encontre o valor da função
Dizer que é contínua em significa que, ao aproximarmos de , os valores de se aproximam do valor que a função efetivamente assume em :
Essa igualdade reúne três exigências. O valor precisa estar definido; o limite bilateral precisa existir como número real; e os dois precisam ser iguais. Se qualquer exigência falhar, a função não é contínua em .
Assista à apresentação dessas condições em CÁLCULO I: CONTINUIDADE DE FUNÇÕES, do canal Matsolve com Prof. José Sérgio. Observe por que verificar que existe, isoladamente, não basta.
CÁLCULO I: CONTINUIDADE DE FUNÇÕES (Definição, tipos de descontinuidades e exemplos)
O professor estabelece a definição que usaremos para decidir a continuidade em um ponto.
Assista a definição. Acompanhe como a igualdade entre limite e valor da função é desdobrada em três condições verificáveis.
O teste pode ser feito nesta ordem: primeiro encontre ; depois calcule os limites pela esquerda e pela direita, se ambos os lados fizerem parte do domínio próximo a ; por fim, compare o limite obtido com . Calcular o limite e calcular o valor da função são tarefas diferentes. A simplificação algébrica de uma fração pode resolver a primeira sem resolver a segunda.
Considere, por exemplo,
Perto de , mas fora desse ponto, . Assim, . Entretanto, . A função está definida em , e seu limite existe, mas ela não é contínua ali porque .
O que observar em um gráfico
No gráfico, um círculo aberto costuma indicar uma altura da qual a curva se aproxima, mas que não é assumida naquele ponto. Um ponto preenchido indica o valor da função. Para decidir a continuidade, não basta localizar o ponto preenchido: observe também a altura à qual o gráfico se aproxima por cada lado.
No próximo trecho do vídeo, o professor examina um gráfico com três pontos problemáticos. Tente distinguir, em cada um, se falta o valor da função, se os limites laterais não coincidem ou se o limite difere do valor atribuído.
CÁLCULO I: CONTINUIDADE DE FUNÇÕES (Definição, tipos de descontinuidades e exemplos)
Este trecho mostra como aplicar as condições de continuidade à leitura de um gráfico.
Assista a análise gráfica. Siga os casos examinados em x=1, x=3 e x=5, prestando atenção à diferença entre círculo aberto, ponto preenchido e tendência da curva.
A imagem abaixo reúne três configurações. Em todas, o comportamento perto de é decisivo; mudar apenas o valor marcado exatamente em não muda nenhum dos limites laterais.
Classificar a descontinuidade pelos limites laterais
Depois de concluir que uma função não é contínua em , investigue como a continuidade falhou. O valor isolado de não determina a classificação; os limites próximos ao ponto é que a orientam.
Assista à explicação das três categorias no vídeo. Compare cada descrição com o painel correspondente da imagem acima.
CÁLCULO I: CONTINUIDADE DE FUNÇÕES (Definição, tipos de descontinuidades e exemplos)
O professor relaciona as formas do gráfico às descontinuidades removíveis, infinitas e de salto.
Assista a três categorias. Observe, sobretudo, por que mudar somente f(a) pode reparar uma descontinuidade removível, mas não um salto ou uma aproximação infinita.
Uma descontinuidade removível ocorre quando a função não é contínua em , mas existe um limite bilateral finito:
Pode acontecer de não estar definido ou de estar definido com um valor diferente de . Em ambos os casos, definir ou redefinir apenas torna a função contínua nesse ponto. O termo removível descreve justamente essa possibilidade de reparo.
Uma descontinuidade de salto ocorre quando os dois limites laterais são finitos, mas diferentes:
Não existe, portanto, limite bilateral em . Atribuir qualquer valor a não consegue fazer as duas tendências coincidirem.
Uma descontinuidade infinita ocorre quando pelo menos um dos lados apresenta limite infinito, como ou . Nesse caso, os valores da função se tornam ilimitados ao se aproximarem de ; costuma haver uma assíntota vertical em . Lembre-se de que e não são valores reais de limite que possam ser igualados a .
Essas são três categorias importantes, mas não esgotam todas as possibilidades. Por exemplo, perto de , oscila repetidamente em vez de se aproximar de alturas laterais finitas ou de crescer sem limite. A ausência de limite bilateral, por si só, não autoriza chamar toda descontinuidade de salto.
Da fórmula ao diagnóstico
Em uma função definida por partes, comece identificando qual regra fornece . Para o limite, use as regras válidas quando está próximo de , mas . Essa separação aparece com clareza nos exemplos algébricos do próximo trecho: a mesma expressão próxima ao ponto pode resultar em continuidade, descontinuidade removível ou ausência de definição, dependendo do que ocorre no próprio ponto.
CÁLCULO I: CONTINUIDADE DE FUNÇÕES (Definição, tipos de descontinuidades e exemplos)
Os exemplos mostram como comparar um limite obtido por fatoração com o valor atribuído à função no ponto.
Assista a casos algébricos. Compare os três casos em x=3: acompanhe a simplificação válida para x\ne3 e, depois, confira separadamente se f(3) existe e quanto vale.
Podemos generalizar essa ideia mantendo o valor no ponto como um parâmetro:
Para , a fatoração estudada na lição anterior dá
Logo, , enquanto . A função é contínua em exatamente quando . Para qualquer outro valor de , a descontinuidade é removível: o limite finito já existe, e apenas o valor no ponto precisa ser corrigido. Se a segunda linha da definição nem existisse, a fórmula original teria um furo em , também removível pela atribuição do valor .
Agora compare com uma função cujas regras dos dois lados não se encontram:
Temos , mas
Como os limites laterais são finitos e distintos, tem uma descontinuidade de salto em . Substituir o por , por ou por qualquer outro número não eliminaria o salto.
Finalmente, podemos até atribuir um valor a uma função no local de uma assíntota vertical:
Embora , ocorre
A descontinuidade em é infinita. Definir a função nesse ponto não altera o crescimento ilimitado à sua volta.
Há um ajuste quando é uma extremidade do domínio: usa-se o lado pelo qual é possível aproximar-se dentro dele. Por exemplo, é contínua em no domínio , pois . No interior de um intervalo, porém, o limite bilateral exige a concordância dos dois lados.
Para guardar
Continuidade em pede a concordância entre valor no ponto e limite finito ao se aproximar do ponto. Se a função for descontínua, calcule os limites laterais antes de classificá-la: um limite bilateral finito indica uma falha removível; limites laterais finitos e diferentes indicam um salto; uma tendência infinita em pelo menos um lado indica descontinuidade infinita.
Na próxima lição, passaremos da continuidade em um ponto à continuidade ao longo de um intervalo. Ela permitirá justificar que certas funções necessariamente assumem valores intermediários — inclusive zero.